Feira de artesanato: planejamento, erros e lições reais
Olá, amigos!
Faz alguns dias que não venho compartilhar minhas artes por aqui, nem visitar os cantinhos amigos. Afinal, este blog nasceu justamente dessa troca tão especial entre nós.
E hoje quero contar uma experiência marcante.
Participar de uma feira de artesanato: devo ou não devo?
Muitas perguntas começaram a surgir:
- Devo participar de uma feira de artesanato?
- Como me organizar para uma feira?
- Como planejar os investimentos?
Curiosamente, todas essas dúvidas apareceram ao mesmo tempo — e por um motivo muito especial.
Uma decisão tomada em menos de 20 dias
Faltando menos de 20 dias para a feira Inter Artesanal em São Bernardo do Campo, eu e mais duas amigas decidimos participar. Foi uma decisão rápida, tomada durante um café de blogueiras.
Inicialmente, o assunto surgiu apenas como conversa. No entanto, em poucos minutos, uma amiga ficou animada com a ideia e começou a me incentivar a buscar informações sobre inscrição e taxas.
No dia seguinte, a empolgação aumentou ainda mais: uma terceira artesã se juntou ao grupo. Assim, dividiríamos custos de estande e taxas municipais, o que parecia tornar tudo mais viável.
Porém, havia um grande detalhe que ignoramos: não tínhamos estoque suficiente para uma feira desse porte.
A realidade da produção artesanal
Em tempo Integral, eu ministro aulas de tricô, crochê e bordado em oito lojas diferentes. Além disso, passo as manhãs e tardes trabalhando nessas lojas.
Ou seja, tudo o que eu produzo fica exposto nas vitrines dessas lojas e, muitas vezes, já disponível para venda.
Portanto, surgiu a pergunta inevitável:
Como produzir peças em variedade de cores, tamanhos e modelos suficientes para atender ao público de uma grande feira?
Além disso, outro fator importante apareceu: o público das feiras não busca apenas produtos prontos. Frequentemente, muitas artesãs procuram projetos, receitas e ideias para portfólio — algo que também não tínhamos preparado.
O resultado da feira
Cada uma de nós trabalhava em um segmento diferente:
- Eu: tricô, crochê e bordados
- Amiga 1: tear e fuxico
- Amiga 2: almofadas em diversos estilos
Embora nossas peças fossem lindas, enfrentamos o mesmo desafio:
Os visitantes queriam outras cores, outras medidas, outras variações.
Consequentemente, o resultado foi frustrante. Nenhuma de nós conseguiu vender o suficiente para cobrir os custos do estande e das taxas.
Felizmente, conseguimos economizar ao emprestar móveis das lojas onde dou aulas. Caso contrário, o prejuízo teria sido ainda maior.
O grande aprendizado
Apesar da frustração, essa experiência trouxe ensinamentos valiosos.
Sempre que uma decisão envolve investimento financeiro, é essencial:
- pesquisar o público da feira
- entender taxas e custos reais
- avaliar o tempo disponível para produção
- preparar estoque básico em quantidade
- pensar em produtos que reduzam objeções de compra
Em resumo, é preciso planejamento para transformar participação em resultado positivo.
Nem toda experiência ruim significa fracasso
Quero deixar algo muito importante claro: a feira não foi ruim.
Nós é que fomos imaturas e despreparadas para aquele momento.
E reconhecer isso foi parte essencial do aprendizado.
E você?
Você já viveu alguma experiência parecida no artesanato ou no empreendedorismo?
Em breve, volto para contar o que aprendi depois dessa feira e como isso mudou minha visão sobre eventos.
Por enquanto, sigo correndo atrás do prejuízo e organizando a rotina após dias intensos de montagem, exposição e desmontagem do estande.
Até breve 💛











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Sam.
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