
A origem da devoção a Nossa Senhora dos Navegantes
O dia 02 de fevereiro é dedicado a Nossa Senhora dos Navegantes, um dos títulos atribuídos à Virgem Maria, Mãe de Jesus. Essa devoção nasce do encontro entre fé e história, atravessando séculos e mares, sempre carregada de esperança e confiança.
Fé, mar e proteção: o início dessa história
Historicamente, a devoção a Nossa Senhora dos Navegantes teve início por volta do século XV, período marcado pelas grandes navegações europeias. Naquele contexto, especialmente entre os portugueses, o mar representava tanto oportunidades quanto perigos. Assim, antes de embarcar, marinheiros e viajantes recorriam à proteção de Maria, pedindo um retorno seguro aos seus lares. Com o passar do tempo, essa fé se fortaleceu e atravessou continentes.
A devoção no Brasil e a relação com a família imperial
Além disso, registros históricos apontam que a família imperial brasileira nutria especial devoção a Nossa Senhora dos Navegantes, o que contribuiu para a difusão do culto no país. Dessa forma, a devoção ganhou expressão popular, especialmente em cidades portuárias e regiões ligadas à navegação.
Por que a Igreja celebra Nossa Senhora dos Navegantes em 02 de fevereiro
A Igreja Católica celebra Nossa Senhora dos Navegantes no dia 02 de fevereiro porque essa data se associa à Festa da Apresentação do Senhor, também conhecida como Candelária. Em muitas culturas, essa celebração se entrelaçou com pedidos de proteção, luz e caminhos seguros, reforçando o simbolismo de Maria como guia e intercessora.
O significado das vestes e das cores de Nossa Senhora dos Navegantes
Quanto às vestes, como acontece com outros títulos marianos, as cores associadas a Nossa Senhora dos Navegantes carregam significado. Normalmente, o azul e o branco simbolizam pureza, serenidade, céu e proteção. Essas cores também remetem ao mar calmo e à confiança depositada em Maria diante das incertezas da travessia.
Minha devoção pessoal e a confiança na vontade de Deus
Todos os anos faço questão de trazer um texto dedicado a Nossa Senhora dos Navegantes. Sou católica e, naturalmente, carrego um carinho profundo por Maria, independentemente do título pelo qual é honrada. Para mim, ela sempre será digna de nossas orações, intercedendo por nós junto a seu Filho, Jesus.
Sempre que peço algo em oração, concluo dizendo: “Que seja feita a vontade do Pai, jamais a minha.” Afinal, diante de Deus somos como crianças e, muitas vezes, não sabemos se aquilo que pedimos trará crescimento ou sofrimento. Por isso, confio. Quando algo não acontece como imaginei, logo percebo que o que recebi teve um valor muito maior do que o pedido inicial.
Isso é fé: confiar no amor e na vontade do nosso Deus.
Quando a fé encontra o artesanato
Entretanto, se há fé, também há artesanato. E como não unir meu amor pela Igreja Católica ao meu amor pelo fazer manual?

Um projeto especial: a confecção de 80 nécessaires
Hoje quero compartilhar com vocês um trabalho muito especial: 80 nécessaires que confeccionei no final do ano, todas com a mesma estampa. Confesso que esse número me surpreendeu — até eu duvidei da minha própria paciência. Ainda assim, foi um processo leve e abençoado.

Como organizei a produção das nécessaires
A divisão dessas peças aconteceu da seguinte forma:
- 50 nécessaires foram doadas ao grupo Rede Mulheres Empreendedoras (RME). No final do ano, o grupo monta cestas com brindes de empreendedoras para presentear apoiadores do movimento. Como faço parte e acredito profundamente nessa rede, fiz questão de contribuir.
- 30 nécessaires tiveram destinos variados: algumas presenteei amigas que costumam me mimar no Natal, outras deixei separadas estrategicamente para não correr atrás de presentes de última hora. Além disso, quatro foram vendidas na loja. Separei duas para mim: uma por me reconhecer como empreendedora e integrante da RME, e outra para minha filha, mulher que admiro e incentivo diariamente a ser forte e empoderada.
Um trabalho feito com propósito e alegria
Para quem gosta da parte prática, compartilho as medidas utilizadas:
Usei 25 cm x 35 cm de tricoline estampado, a mesma medida para o forro e para a manta R1. Como não quiltei, não precisei aumentar a manta. Primeiro padronizei todos os cortes, depois organizei as camadas — tecido estampado, manta e forro. Em seguida, escolhi tons de zíper e utilizei cursores básicos, já que a produção era grande.
Na sequência, costurei em série: apliquei os zíperes, inseri os cursores, organizei as peças, alfinetei, costurei e desvirei todas de uma vez — confesso que essa etapa cansa bastante. Por fim, fechei a abertura, passei a ferro e embalei cada nécessaire com uma tag, reforçando a identidade da minha marca. Foi um momento verdadeiramente abençoado, que encheu meu coração de alegria e, com certeza, transbordou para quem recebeu uma dessas peças.
Confiar, criar e seguir em frente
E você, já viveu uma experiência parecida? Já produziu algo em grande quantidade que te surpreendeu?
Vou ficando por aqui, confiante na intercessão de Nossa Senhora dos Navegantes.
Um beijo e até o próximo post. 💙


